Direto do Twitter

27/08/2008

Época de revival: Cardosonline e Galãs da Menopausa

Marcelo, Claus e Tiago

Há 10 anos eu formava a melhor e mais duradoura banda que já tive na vida: Os Galãs da Menopausa. No início deste ano, montei um site chamado O Baú dos Galãs. O Claus (vocalista, guitarrista e mentor da banda) ficou muito empolgado com o site e me propôs que fizéssemos um show para comemorar o lançamento de dez anos da primeira fita demo, que chamava-se Vamos Dançar?. Claro que aceitei. Nunca consegui tocar com mais ninguém além do Claus. Sempre senti que nossos gostos se fechavam muito bem e que tínhamos uma química bacana. O Tiago (baterista) não topou a empreitada. Então escalamos o Cereja, que toca com o Claus na Super Gatas. Estamos ensaiando e em breve teremos detalhes a respeito de shows, apresentações na TV, turnês internacionais, etc. Pra quem nunca ouviu Os Galãs, basta acessar o site e conferir as musiquinhas que gravamos durante a existência da banda. Dá pra baixar tudo. Vou querer ver todos cantando…

Mas acabo de fazer uma pesquisa sobre o Cardosonline. Queria conferir o link pra enviar pra um amigo. Aí, descubro que hoje mesmo entrou no ar um site chamado Cardosonline 10 anos: nós inventamos a internet. Tá, talvez não tenha sido hoje, mas foi há poucos dias, porque encontrei um e-mail do Galera enviado pra revista Trip com data de hoje. O COL era um fanzine enviado por e-mail duas vezes por semana entre 1998 e 2001. Fez história, tinha milhares de assinantes, muitos deles ilustres, além de alguns outros ilustres desconhecidos. Todo mundo queria ser amigo do pessoal do COL. Todo mundo queria fazer parte do COL. Foi a coisa mais bem bolada que já surgiu na internet. Tá, talvez eu esteja exagerando, mas naquela época em que a internet era discada, receber por e-mail textos de qualidade escritos por gente tão próxima era o máximo, pelo menos pra mim. Nós éramos contemporâneos da UFRGS, mas eles eram da Fabico; eu, da Letras.

Hoje, cada um dos membros do COL está cuidando da vida. A Clarah tem um blog que é um fenômeno e seus livros inspiraram o filme Nome Próprio. O Galera tinha blog, lançou alguns livros (entre eles o ótimo Mãos de Cavalo e o muito bom Até o dia em que o cão morreu, que inspirou o filme Cão sem dono) e lança mais um até o fim do ano. O Mojo é o escritor mais ousado, experimental e interessante que surgiu no Brasil nos últimos anos, além de ser um lunático com milhares de projetos na rede. O Träsel dá aulas na PUC-RS, tem o Martelada e comanda o ótimo Conversas Furtadas. O Cardoso é o Cardoso… Dos outros, não sei muita coisa, mas é só digitar o nome de cada um que vocês encontram pérolas pelo Google. E, claro, não percam a chance de receber a edição especial de RIVÁIVOU. Eu já garanti a minha…

Alguém pergunta: e o que eu estou fazendo? No momento, vendendo um apartamento pra comprar outro. Tá a fim de comprar? Tá a fim de vender? Entra em contato… Senão, espera o show dos Galãs. Ou vai me assistir dando aulas na UFRGS. Ou então fica por aqui, que já tá de bom tamanho.

21/03/2008

losers não gostam de losers

Antigamente não era legal ser loser. Loser significava exatamente a sua tradução: perdedor. Há cerca de 15 anos, loser virou sinônimo de gente descolada, inteligente, com gosto refinado. Não que os losers originais tenham deixado de existir, mas a impressão que tenho é de que uma nova geração surgiu, cheia de carisma e capacidade intelectual. Os dois melhores exemplos vêm da música: Beck e a banda weezer (assim mesmo, com todas as letras minúsculas, porque fica mais loser). Ambos são artistas que surgiram fazendo uma espécie de apelo e homenagem aos losers. Ser loser é uma questão de atitude e estilo, e se você já viu ou ouviu esses artistas, sabe do que estou falando. Mas outros bons exemplos surgiram: The Magic Numbers, Belle & Sebastian, Arcade Fire… Até aqui em Porto Alegre tivemos uma banda maravilhosa chamada winston (mais letras minúsculas!), representante disso que parece estar virando um movimento ou um estilo de vida (pena que a banda acabou), como os mods nos anos 60 (banda exemplar: The Who) e os emos dos anos 2000 (embora eu prefira não arriscar nenhum exemplo porque não conheço nada de emo — e nem quero).

Mas a coisa começa a mudar de figura quanto tratamos de cinema. Os losers não gostam de ser retratados. Gostam de admirar artistas da área da música, especialmente enquanto não se tornam grandes astros. Agora, no que se refere a filmes, diretores e atores, se além deles próprios mais alguém acaba os conhecendo, eles deixam de gostar. Ok, estou exagerando. O problema dos losers é que eles não querem que os seus produtos sejam pop. O problema, pra eles, é que, em geral, o que é loser é bom. Vide as bandas que citei, todas muito criativas, inteligentes, inovadoras. E o que é bom é pra poucos. Os losers são, no fundo, extremamente elitistas.

Estou escrevendo isso tudo porque andei lendo alguns comentários negativos em blogs e scraps pelo orkut avacalhando totalmente o filme Juno, roteirizado pela ex-stripper, nova queridinha de Hollywood e ganhadora do Oscar de melhor roteiro original em 2008, Diablo Cody. Todas essas pessoas que assinavam esses escritos são losers, a maioria assumidos. Acham que o filme é um estereótipo com referências pop do início ao fim que ficarão datadas e, dessa forma, o filme não dirá nada a ninguém no futuro. Pode ser que isso aconteça, mas isso não significa que o filme não diga nada pras pessoas hoje e que não pode ser valorizado por isso, já que diz muito, mesmo. Mas eu não creio que isso possa ocorrer. Se fosse assim, ninguém mais leria José de Alencar, porque os índios foram praticamente dizimados e as aventuras idealizadas apresentadas em romances como O Guarani e Iracema não têm chance alguma de voltar a acontecer no Brasil.

A maioria dos comentários que li também atacavam o divertidíssimo filme Pequena Miss Sunshine. Ok, quem concorda comigo acha que é só mau humor, que na realidade os novos losers são uns chatos. Não são, pelo menos não todos, porque não depende do estilo da pessoa para ser chato ou não (um comentário que li pelo orkut dizia que “Juno é cinema pra quem não gosta de cinema” — o autor dessa pérola crítica, além de assumidamente loser, parece realmente ser uma pessoa chata). Mas se é chatice os losers acharem que Hollywood não pode apresentar bons filmes e que precisa lidar sempre com os mesmos roteiros (já que Juno e Miss Sunshine são filmes totalmente off-Hollywood), então aí sim eles são chatos, porque qualquer filme independente e inteligente que se transforma em sucesso deixa de ser atraente pros losers, especialmente se eles estão aí retratados.

Os losers que possivelmente estão lendo isso tudo devem estar pensando “esse cara não entendeu nada”, algo típico entre os losers, porque só eles entendem tudo. Isso é outra característica dos losers: eles são muito arrogantes contra quem não é loser. Entre eles, são bons amigos, se acham todos divertidos e inteligentes.

Para provocá-los mais um pouco, Ellen Page (a protagonista de Juno, odiada pelos losers) apresentando Wilco:

09/06/2007

[ roberto carlos em detalhes ]

Já faz mais de um mês que Roberto Carlos ganhou na justiça o direito de retirar das livrarias a biografia Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo César Araújo. É uma pena, porque o trabalho do jornalista e historiador é muito mais do que uma biografia, é um documento sobre os últimos cinqüenta anos da história musical e política do país, tendo como protagonista aquele que é considerado e se autointitula o Rei. Ainda existem exemplares em algumas livrarias, mas o livro já está sendo vendido em sebos e sites de leilão por mais de R$ 200,00. Em breve, realmente, ele será peça de colecionador. Mas Roberto Carlos não poderá usar seu poder para esconder totalmente o livro. Ele já circula pela internet em sites de armazenamento de arquivos e através de programas como o eMule, inclusive em mais de um formato…

O que mais me chamou a atenção dessa história toda, no entanto, não foi essa atitude infantil, irritada e lamentável do Rei, mas a lucidez crítica de um dos autores mais lidos e odiados do Brasil: Paulo Coelho. Em texto publicado na Folha de São Paulo do dia 02 de maio, ele escreveu:

Tenho uma grande admiração por Roberto Carlos — recentemente, um dos mais importantes programas da BBC Radio me perguntou a lista de cinco discos que eu levaria para uma ilha deserta, e incluí um dos seus. E, apesar dos problemas normais decorrentes de uma relação profissional, tenho um grande respeito pela editora Planeta, que publica minhas obras no Brasil e em vários países de língua espanhola.

Dito isso, é com grande tristeza que leio nos jornais que, na 20ª Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo, os advogados do cantor Roberto Carlos e da editora Planeta fizeram um acordo que prevê a interrupção definitiva da produção e comercialização da biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”, do jornalista e historiador Paulo Cesar Araújo. O editor diz um disparate para salvar a honra, o cantor não diz nada e o autor fica proibido de dar declarações a respeito. E estamos conversados.

Estamos conversados? Não, não estamos, e tenho autoridade para dizer isso. Tenho autoridade porque, desde que publiquei meu primeiro livro, tenho sido sistematicamente atacado. Creio que qualquer pessoa em seu juízo normal sabe que, a partir do momento em que sua carreira se torna pública, está exposta a ter sua vida esquadrinhada, suas fotos publicadas, seu trabalho louvado ou enxovalhado pelos críticos. Isso faz parte do jogo e vale para escritores, políticos, músicos, esportistas. Nem sempre essas críticas são justas e, muitas vezes, descambam para ataques pessoais.

Recentemente, um jornalista da mais importante revista brasileira disse que “Paulo Coelho não é apenas mais um mau escritor: seu obscurantismo é nocivo. Não se deve perdoá-lo pelo sucesso”. Não sei o que estava propondo com essa frase, e não me interessa. Poderia alegar que minha honra está sendo atacada, que me acusa de ser um perigo para meu país, que deseja que eu seja preso. Mas vejo essas diatribes com outra ótica: elas fazem parte do jogo. A única coisa que não faz parte do jogo é a calúnia, e, pelo que me consta, isso não foi tema da ação judicial que levou à proibição de “Roberto Carlos em Detalhes”.

Até hoje, desde que publiquei “O Diário de um Mago”, há 20 anos, vi milhares de críticas negativas, mas apenas duas ou três calúnias a meu respeito, graças a Deus. Não me dei ao trabalho de contra-atacar porque não achei que valia a pena, embora me reserve esse direito se algo muito sério acontecer. Recentemente, em um jornal espanhol de primeiríssima linha, simplesmente inventaram uma resposta a uma pergunta a que havia me recusado responder. Claro, enviei uma carta ao diretor, e o jornalista teve que arcar com as conseqüências.

Estou pronto para defender minha honra, mas não vou perder um minuto do meu dia telefonando para um advogado e procurando saber o que faço para defender minha vida privada, já que ela não mais me pertence.

Diz o velho ditado: “Quem está no fogo é para se queimar”. Eu acrescento: Quem está no fogo é para ajudar a fogueira a brilhar mais ainda. Não adianta o meu editor declarar que fez o acordo “porque o contexto era desfavorável”. Ele precisa vir a público explicar qual é esse contexto -ou seja, se estamos falando de calúnia. Neste caso, tem meu apoio integral, pois calúnia é sinônimo de infâmia. Mas, caso contrário, está colaborando para que comece a se criar um sério precedente -a volta da censura. Roberto Carlos tem muito mais anos na mídia do que eu; já devia ter se acostumado. Continuarei comprando seus discos, mas estou extremamente chocado com sua atitude infantil, como se grande parte das coisas que li na imprensa justificando a razão da “invasão de privacidade” já não fosse mais do que conhecida por todos os seus fãs.

Também continuarei sendo editado pela Planeta, pois temos contratos assinados. Mas insisto: gostaria que minha editora, dinâmica, corajosa, se instalando agora no Brasil, explicasse a todos nós, brasileiros, o que significa esse tal de “contexto desfavorável”.

Desfavorável é fazer acordo a portas fechadas, colocando em risco uma liberdade reconquistada com muito sacrifício depois de ter sido seqüestrada por anos a fio pela ditadura militar. E não entendo por que você, Paulo Cesar Araújo, “se comprometeu a não fazer, em entrevistas, comentários sobre o conteúdo do livro no que diz respeito à vida pessoal do cantor” (Ilustrada, 28/4). Não é apenas o seu livro, cujo destino foi negociado entre quatro paredes, que está em jogo. É o destino de todos os escritores brasileiros neste momento.

Não sei se vou ter as explicações que pedi. Mas não podia ficar calado, porque isso que aconteceu na 20ª Vara Criminal da Barra Funda me diz respeito, já que desrespeita minha profissão de escritor.

Se alguém reclamar da reprodução, retiro-a prontamente, mas esse texto deveria ser entregue a todo artista, esportista, político ou em empresário que tem uma carreira reconhecida. Qualquer pessoa que de alguma maneira tenha sua vida exposta pelos holofotes precisa estar ciente de que literalmente entrou na chuva para se molhar…

Mais do que isso: em tempos de censura a emissoras de TV na Venezuela e de planos para cercear a liberdade de imprensa no Brasil, esse texto do Paulo Coelho deveria ser leitura obrigatória em todos os cursos de jornalismo do país. Quem sabe assim ele acabe tornando-se um escritor prestigiado pela crítica também… Pouco provável, mas devemos todos reconhecer que Paulo Coelho disse toda a verdade.

01/04/2007

[ agora sim, morram de inveja... ]

Se eu apenas dissesse que vi o Chico Buarque pessoalmente ou que o abracei, ninguém acreditaria, especialmente nesta data. Aí está uma das provas: minha adorável esposa sorrindo ao lado do gênio, também sorrindo. A foto, claro, foi tirada por mim, em frente ao Sheraton Hotel, Porto Alegre, 01/04/2007.

31/03/2007

[ morram de inveja... ]

Chico Buarque, no show Carioca, Porto Alegre – Teatro do Sesi, 30/03/2007.

***

Ainda estou obnubilado, mas vou tentar descrever o que senti durante essa apresentação…

Chico Buarque é um gênio. Com simplicidade, consegue arrebatar multidões. É impressionante que um artista brasileiro seja uma unanimidade há tanto tempo. O público era formado por gente dos 8 aos 80, literalmente. A timidez do protagonista parece reforçar a mística em torno de sua figura. O som estava perfeito, e nem poderia ser diferente (especialmente pela qualidade do Teatro do Sesi, mas também pelo alto valor dos ingressos). É difícil explicar o que aconteceu nessa noite e, provavelmente, em todas as outras apresentações da turnê Carioca.

O dueto com o baterista Wilson das Neves é sensacional. Os clássicos tocados emocionaram a todos, especialmente João e Maria, fechando o show. As músicas do último cd, que deu nome à turnê, são muito bem executadas e belíssimas. Pena que poucas pessoas as conheciam. Até ouvi alguns comentários quase indignados de gente que queria ouvir apenas os clássicos buarqueanos. Ora, um artista precisa se reciclar, compor coisas novas, tocar coisas novas… Imagina se ele ficasse o resto da vida cantando A Banda?! Ia acabar se matando…

Quem acompanha a carreira do Chico, sabe que ele só evoluiu. Há alguns anos, ouvi o jornalista Juremir Machado da Silva dizer que o problema da cultura brasileira era o Chico Buarque. Segundo ele, todas as mulheres adoram o Chico e todo mundo acha que tudo o que Chico faz é bom. Pra tristeza do Juremir, isso tudo é verdade. O problema da cultura brasileira não é o Chico. A sua obra, tanto suas composições musicais quanto sua literatura (prosa ou teatro) , faz com que o nível de exigência de qualquer pessoa fique mais afiado. Superar Chico Buarque é muito difícil, assim como é superar Machado, Guimarães, Graciliano, Drummond, João Cabral, Bandeira ou Tom, Vinicius, Elis, Caetano e Os Mutantes. Chico é um artista consciente da tradição, do passado, mas também da sua contemporaneidade. Por isso tudo, consegue olhar pra trás e perceber como deve fazer pra realizar algo novo, algo que não repita o que já foi feito, algo que procura superar a obra de seus antecessores. Se tivéssemos mais 10 artistas semelhantes ao Chico, a cultura nacional teria uma qualidade muito superior e, certamente, estaríamos entre as culturas mais consumidas do mundo. Chico Buarque não é o problema da cultura nacional. Ele é a solução!

(Como você provavelmente não pôde assistir ao Carioca, porque os ingressos estavam esgotados há mais de um mês, compre o cd com o dvd. E se não leu nenhum dos três romances do Chico, compre-os todos e os leia na ordem de publicação original: Estorvo, Benjamim e Budapeste).

[ wilco, etc. ]

O melhor site que existe sobre o Wilco no Brasil é o Wilco, etc. Muita gente me pergunta de onde é essa banda, qual é tipo de som, o que comprar… Por isso, sugiro que, antes de mais nada, baixem os discos que estão disponíveis nesse belo site e, depois, procurem os cds nas lojas. Recomendo iniciar pelo Yankee Hotel Foxtrot. Depois, sugiro a busca de álbuns de outras bandas relacionadas ao Wilco, como Autumn Defense, Loose Fur e Uncle Tupelo. Aí você começará a ser feliz…

03/10/2006

[ maria bacana ]


Gostar de uma banda pouco conhecida é um problema gravíssimo. Aliás, gostar de um autor pouco conhecido também é, mas por mais desconhecido que seja esse autor ainda é mais fácil encontrar informações sobre ele e sua obra do que encontrar informações sobre uma banda pouco conhecida. Pelo menos é a minha sensação.

Eis que, navegando um pouquinho pela rede, acabo de encontrar o site da Maria Bacana, uma banda baiana que surgiu na segunda metade da década de 90. Eles fizeram um relativo sucesso na época, com clipe na MTV e cd lançado pelo selo RockIt!, do Dado Villa-Lobos. Fizeram alguns shows importantes, mas pouco tempo depois estavam desaparecidos. Pelo menos pra mim, que moro aqui na distante província de Porto Alegre, capital do ainda mais distante estado do Rio Grande do Sul.

O que importa é que a Maria Bacana andou separada por algum tempo e agora esses baianos estão retomando as atividades. Pra quem não conhece os caras, dá pra baixar muitas músicas no site deles, tudo de graça, inclusive o cd lançado pelo RockIt!, além de clipes e outras coisinhas legais.

A Maria Bacana faz um rock pesado mas com uma melodia suave, se é que isso é possível. Eu nunca vi uma banda com tanto peso e harmonia ao mesmo tempo. Normalmente as bandas de rock pesado não conseguem ser melódicas sem fazer aqueles vocais agudíssimos, tipo Angra, que eu acho uma droga. Mas felizmente existe a Maria Bacana e ela está de volta.

E agora vamos combinar o seguinte: todo mundo baixa o som deles, assiste aos seus clipes e começa a divulgar a banda, porque eles não podem mais retornar ao ostracismo. Mais do que isso: pelo que entendi, eles estão precisando de uma gravadora e de alguém que invista no seu potencial. Certamente essa pessoa vai ter lucro… Assim, quando eles vierem para Porto Alegre, estarei na primeira fila.