23/12/2008

Se eu tivesse uma arma, eu dava um tiro na televisão

Não costumo ser uma pessoa agressiva nem irritada. Já fui mais violento na defesa de minhas idéias, na minha forma de me expressar. Mas sinto que amadureci e melhorei. Agora, se eu tivesse uma arma ontem à noite, eu teria dado um tiro na televisão, provavelmente. Por dois motivos especiais: as propagandas de final de ano, com mensagens de carinho e alegria, estão mais insuportáveis do que nunca. Dá até vontade de vomitar. A mais insuportável é uma em que uma senhora abre a porta de casa e diz qualquer coisa do tipo “que bom que você veio, a gente passou o ano inteiro te esperando”, e aí entra o Papai Noel.

Mas absurda mesmo está a novela A Favorita, da Rede Globo. Eu parei de assistir a novelas. Houve uma época em que eu era noveleiro de carteirinha. Mas cansei. Agora, confesso que tenho dado uma zapeada nessa novela, porque todo mundo está falando dela. Ontem, no mesmo capítulo, um homossexual deixou de ser homossexual, e um político corrupto ficou arrependido de seus atos. Só mesmo em novela… Como diriam os mestres Larry David e Jerry Seinfeld, not that there’s anything wrong with that, mas poupem-me…

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