30/08/2006

[ você está demitido! ]

Ontem assisti pela primeira vez ao programa O Aprendiz, da Record, comandado pelo Roberto Justus. Confesso que fiquei encantado. É interessantíssimo como ele exige de seus aprendizes: qualquer deslize é percebido, seja na criação de uma campanha, seja na expressão oral.

O que o Justus mostra ali é a importância que tem não apenas o estudo especializado, mas também a cultura, a informação e o domínio de línguas. Ontem, quando uma das participantes utilizou uma regência errada, ele foi implacável: “o que não pode é a língua portuguesa ser assassinada desse jeito nesta sala!”

O prêmio para o vencedor é de 500 mil reais para um contrato de trabalho de um ano na sede de uma das empresas de Justus em Nova York. Se o candidato não domina nem a própria língua, será que ele domina o inglês e terá condições de enfrentar o desafio após ganhar o jogo?

O prêmio para os vencedores da etapa apresentada ontem pela tv foi uma viagem a Punta Del Este, com direito a passeios e visita à casa de um pintor uruguaio. Além de Justus dominar o seu trabalho, ele também entende muito de arte, domina as línguas que fala e está sempre bem informado. A meu ver, é disso que o Brasil precisa, de pessoas preparadas dessa forma para encarar os desafios do mundo. Mais do que isso: com mais cultura teremos menos violência e corrupção, além daquilo que é óbvio: teremos menos burrice também.

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