30/10/2006

[ little miss sunshine ]

O filme do ano. Pequena Miss Sunshine ou Little Miss Sunshine. Aliás, eu diria que é a comédia da década…

6 comentários em “[ little miss sunshine ]”

  1. Vivian escreveu:

    Prezado Professor!
    Sou aluna do sexto semestre do curso de letras da UFRGS e seu que és professor substituo por lá. Levando isso em consideração, chamou minha atenção um comentrário seu no blog da carol bensimon: “esse papo de literatura feminina realmente é imbecil… No entanto, a maior parte das professoras da academia leva o assunto a sério…”. Antes de lhe doizer o que penso a respeito deste comentário, gostaria de saber se estavas realmente falando sério?? No scaso afirmativo, devo lhe dizer que tu estás mal informado, professor.


  2. frizon escreveu:

    Vivian, pode ser que eu esteja equivocado, mas, sim, eu estava falando sério.

    Ainda se lê muita crítica que leva a sério esse rótulo de literatura feminina, entre vários outros. E isso não ocorre só na UFRGS. Aliás, acho que na UFRGS não tem tanta gente levando isso a sério. Mas tem muita gente ali que, apesar de não trabalhar com isso, respeita essa linha de pesquisa.

    Mas se tu quer ter uma idéia do quanto esse tipo de crítica tem público, basta procurar os programas dos cursos de pós-graduação de literatura Brasil afora (nos cursos de graduação o assunto costuma ser visto de maneira muito rápida, às vezes em menos de uma aula de 1h30min — talvez tu não tenha sentido isso ainda, porque o assunto não é muito discutido na graduação, mas no Pós é tema freqüente). E, inclusive, tem muito livro sendo publicado hoje sobre o assunto. Aí é mais fácil de encontrar: uma passeada no site da Cultura revela a existência de obras absurdas.

    Eu disse que o papo de literatura feminina é imbecil, não que quem trabalha com isso é também imbecil. Pelo contrário, a maioria dessas pessoas é super capacitada. Pena que estejam lidando com uma teoria que não tem chão…

    Agora, fiquei em dúvida: tu acha que eu estou mal informado por quê, exatamente? Por eu ter dito que o papo é realmente imbecil ou porque a maior parte das professoras da academia leva o assunto a sério?

    Pra quem quer saber do que estamos falando, é só acessar http://www.insanus.org/offset75/arquivos/023571.html


  3. Vivian escreveu:

    Caro Professor.
    Pq penso que está confuso? Bem, em primeiro lugar porque vc parece estar fazendo uma grande confusão entre os termos “literatura feminina”, “literatura feminista” e “crítica feminista”. Eles não são sinônimos.
    Em segundo lugar, “literatura feminina” é um termo altamente controverso dentro da crítica de gênero nos dias de hoje. As próprias francesas, que até a década de 80 ainda defendiam a existência de uma “escrita feminina” já não concordam com o uso do termo.
    Em terceiro lugar, sim, eu conheço as pesquisas realizadas pela crítica feminista. Inclusive, participo como bolsista de um projeto, orientado pela professora dr. Rita Schmidt.
    Concordo que o assunto não seja muito discutido na graduação, uma grande lástima. Pois afinal, é por conta disso que saem tantas pessoas de lá, sem informação suficiente, dizendo besteiras por aí.
    Mas quanto a ti, professor, acho um pouco mais grave. Pois, pode ter sido apenas uma impressão, acho que tu estás falando sobre o assunto sem conhecer. Quais pesquisas tu conhece? A que livros está te referindo? A que idéias do feminismo te refere qd diz que elas não têm chão??
    Acho que um representante docente do Instituto de letras da UFRGS não pode falar tão irresponsavelmente sobre um assunto que não domine.


  4. frizon escreveu:

    Cara Vivian,

    você realmente já deve ter lido muito mais do que eu sobre todas essas correntes que se preocupam com as minorias, como alguns gostam de se referir a estudos ligados a raça, gênero e opção sexual. Confesso que li pouco sobre feminismo, pós-colonialismo e estudos culturais. O pouco que li bastou para que eu percebesse que não eram correntes interessantes pra mim, pros meus objetivos, especialmente porque, a meu ver, são correntes cheias de furos (vou parar de usar “sem chão”, já que te incomodou tanto). Claro que a maioria das correntes teóricas, críticas, enfim, de análise do texto literário, tem limitações, mas essas são campeãs. A crítica materialista, por exemplo desmonta qualquer uma. Agora, se você quiser continuar discutindo, peço que me envie um e-mail, porque o Blogger é um serviço meio chato para discussões como essa. Fique à vontade.


  5. Vivian escreveu:

    Eu acho interessante continuarmos essa discussão. E não me inporto que seja através de e-mail (o meu é vivian.nickel@hotmail.com). Apenas postei meus comentários aqui pq como minha crítica era dirigida a ti e não a Carol não faria muito sentido postar no blog dela.
    Quanto ao que me respondeste, continuo sem saber o que de fato leste ou conheceste a respeito da críica de gênero (pós-colonialismo, entre outros).
    Cheias de furos ou sem chão não faz diferença, professor. Gostaria que me apontasse alguns deles.
    E quanto ao materialismo… podes especificar de que materialismo estás falando? Pq ao que me consta nem mesmo o materialismo é uma corrente monolítica.


  6. frizon escreveu:

    Vivian, tentei te enviar um e-mail através de dois servidores, mas ambos voltaram. Tua caixa de entrada não tá lotada? Quem sabe tu me escreve e eu te respondo encaminhando a mensagem? mfrizon2 @ uol.com.br
    Abs!


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